Cantoras sensacionais para ouvir e se encantar – parte 02

 Cantoras sensacionais para ouvir e se encantar – parte 02

Divulgação

A primeira lista de indicações de vozes femininas para conhecer fez tanto sucesso, que não poderíamos deixar de soltar a parte 02. Mato Grosso é repleto de talentos e nada como embalar qualquer experiência, como uma trilha sonora mergulhada na originalidade do Centro-Oeste. Algumas das cantoras são naturais da terra, outras vieram de lugares diferentes, mas decidiram semear aqui. Há também passarinhos que deixaram o ninho, mas de tempos em tempos, voam até a terra do sol. O que importa é que tem intérpretes, cantoras, composições e canções para todos os gostos, de samba ao pop, de MPB ao indie rock, de jazz ao rasqueado e muito mais, com composições autorais ou interpretações cheias de personalidade. Não dá pra deixar de conhecer nenhuma delas. Confira a lista!

Luciana Bonfim

Sambista de primeira, mas que também atravessa outros gêneros musicais, com experiência e uma voz rouca de tirar o fôlego, Luciana Bonfim canta desde que se entende por gente. Na infância, frequentava as rodas de serestas com seu pai. Quando tinha vinte anos, já mostrava o amor pelo samba nas rodas mais tradicionais, primeiro em Mato Grosso e, mais tarde, no Rio de Janeiro, onde passou uma temporada de sua vida. Com músicas autorais ou enquanto intérprete, ela também promove especiais – como os de música brega ou  para os mais intensos e apaixonados, até Belchior. Luciana é aquela tempestade que vem cheia de ventanias e prepara o céu e o solo para o alvorecer, alma antiga, resplandece! Ainda há de vibrar muito, sem fronteiras, e com uma mente cada dia mais madura e criativa!

Manu Xavier

Manu Xavier é, sem dúvida, a união de uma cultura antiga com o que há de mais moderno na música. A cuiabana, que atualmente estuda composição musical e produção pela Berklee College of Music em Boston, hoje tem 19 anos, e cresceu ouvindo música em vinil na cia dos pais (que tem um sebo na capital), o que a influenciou diretamente no gosto musical. O som de Manu é uma mistura de indie, blues e outras sonoridades alternativas. Mesmo morando fora há algum tempo, ela revela continuar bebendo de fontes brasileiras como Rita Lee, Barão Vermelho e Kid Abelha. As músicas autorais tem inspirações diversas, tanto de experiências pessoais, como de pessoas que conhece, sem deixar de acrescentar um pouquinho de ficção. Ela tem clipes lançados em seu canal do YouTube e confessa que tem um trabalho novinho em folha pra sair na metade deste ano, nada mais e nada menos que um EP acompanhado de mais videoclipes. O que será que há de vir? Seja o que for, estamos orgulhosos de você, e na torcida! Nas férias, em Cuiabá, que marque mais agendas musicais para mostrar ao público o que vem construindo na sua trajetória. Sucesso, Manu!!

DIGRECCO

A dupla musical Camilla Di Grecco e Giovanna Di Grecco, tem uma sincronia perfeita e, talvez, o fato de serem irmãs contribua muito para isso. O som delas é inspirado no pop nacional, norte-americano e também em ritmos latinos. Apesar de serem arquitetas,  o sonho de cantar e dançar sempre pulsou forte. Elas fizeram ballet desde muito cedo e, com ele, participaram de competições no Brasil (2003-2009) e até em Nova York (2010). No final de 2019, participaram de uma gravação de produção audiovisual realizada pelo Disney Channel América Latina, gravada em Buenos Aires, na Argentina. Em junho de 2021, foram convidadas para se apresentar na premiação latinoamericana SEC AWARDS, ao lado de grandes artistas. Em 2022, a dupla estreou no cenário pop autoral com a canção e videoclipe de “Checkmate” e em 2023, a segunda canção do mesmo EP,  “Veneno”. Atualmente elas residem em São Paulo e se tornam cada dia mais conhecidas pelos seus talentos. Não é a toa! Essas garotas brilham muuuuuuito!

Vera Capilé

Vera já fez shows em todo Brasil e exterior, como na França, e contribui ativamente para cultura mato-grossense, sendo referência para posterioridade das que vieram chegando depois. Cantora, compositora, instrumentista e poeta, que também vem de uma família de seresteiros e músicos da velha guarda, conta que cantou publicamente pela primeira vez aos 5 anos. Aos 11, se mudou para Cuiabá, e desde então fez muita arte por estas terras. Teve uma pausa na carreira, retornando 23 anos depois, com seu primeiro álbum lançado em 1998, que a artista carinhosamente chamou de Cuiabá, Um Canto de Amor. Após este trabalho, lançou mais quatro álbuns, entre eles, um com o  Trio do Mato. Vera é de alma florida, eternamente primaVera, campestre, musical, das matas, rios e cachoeiras!

Bia Trindade

Entre as cantoras mais jovens da cena autoral mato-grossense, ela já esteve em rede nacional exibindo seu talento no programa The Voice Brasil. Ao contar sua  trajetória para um público amplo, contou que a internet sempre foi sua grande aliada para divulgar um pouco de sua paixão pela música. Canta desde os 9 anos, com talento de sobra, muita presença de palco e arrebenta com interpretações das clássicas brasilidades, mas também já aposta no som autoral. Bia é uma força que vamos ouvir falar por muito tempo! Ecoando muita arte!

Vera e Zuleika

Já (con)sagradas no cenário artístico mato-grossense, e a história que começou nos anos 80, segue com longa-data, entre essa dupla dinâmica e muito carismática. Com muito rasqueado raiz no repertório, como  “A La Cuiabana”. Foi Zuleica quem convidou Vera para fazer arte do Grupo Sarã, que aceitou de prontidão. O grupo musical elas integravam na época,  em 1971, falava sobre os três ecossistemas de Mato Grosso, Pantanal, Cerrado e Amazônia. O povo mato-grossense tem muito que agradecer por este legado, ancestral, feminino e político! Aqui tem história.

Izafeh

Ousada e com boa afinação, Izafeh tem embalado muitas canções autorais, além de interpretações da nova e antiga MPB. A jovem cantora já lançou um EP chamado Cordas, com voz e violão e participação da violoncelista Britney Emily em algumas músicas. Além disso, ela se apresenta em bares e pubs com música ao vivo na cidade, e mostra que é possível cativar o público desde que exista muita verdade em seu trabalho.  Vale a pena conhecer e acompanhar essa trajetória! Vida longa para a carreira de Izafeh!

Rita Cássia

Alma aventureira, pesquisadora de mão cheia e amante das artes, em especial, da MPB, Rita Cássia é de Porto Velho-RO,  mas vive em Cuiabá o final dos anos 60, quando ainda era menina. Fez parte de diversos corais no decorrer da vida e desde muito jovem toca piano clássico. Como intérprete é vencedora de vários festivais de canção e começou a cantar profissionalmente em 1985 com o grupo Cuiabá Samba Show, no carnaval do antigo Clube Sayonara e, após isto, passou a fazer bailes e festas. Foi integrante de outros grupos como “Harmonia” e “Candimba”, sendo que com o último realizou dois grandes espetáculos. E isso é só uma parte da história de Rita que já se apresentou até em países vizinhos, como no Chile. É uma lenda viva! Salve Rita!

Bruna Stievano

Bruna Stievano é natural de Piracicaba-SP e mora em Rondonópolis desde 2018, suas principais referências musicais atravessam as divas do jazz, como Etta James, Ella Fitzgerald, Billie Holiday e, também as contemporâneas, Alicia Keys, Amy Winehouse e Norah Jones. Com uma voz potente e afinação invejável, Bruna canta em projetos solos e também com formação de banda. Desde sua chegada em Mato Grosso, quando formou a @banda.kazoo e, em outro projeto de jazz, o Quartet Jazz, faz shows em eventos e barzinhos da cidade. O amor é tanto pela música, em especial, o jazz – que sua pesquisa de doutorado tem como tema a relação entre a literatura Norte Americana e o jazz, com base no movimento do Harlem Renaissance (Renascimento do Harlem), bairro popularmente conhecido pela efervescência da cultura popular afro-americana, berço de diversas expressões. Uau! Vai Bruuuuna, mostra a força feminina do jazz!

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